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segunda-feira, 26 de julho de 2010

O que está atrapalhando sua dieta?

Comer demais pode ser reflexo da escolha errada dos pratos ou da arrumação da cozinha, algumas vezes. Até mesmo a luz pode influenciar no quanto você come, diz uma pesquisa publicada no periódico Annual Reviews of Nutrition.

Abaixo, alguns sinais do que pode estar errado na sua casa e algumas dicas simples que podem ajudá-lo a ficar mais atento à dieta.

1. Seus pratos são grandes demais

A maioria das pessoas come tudo o que está no prato. Isso é um erro. De acordo com uma pesquisa americana, o tamanho do prato de comida aumentou por volta de 25% nos últimos 30 anos. Seja por causa do design ou do formato (mais ovais ou mais quadrados, por exemplo) os tamanhos são variados e escolher o errado pode levá-lo a comer mais.

Dica: use pratos menores para comidas calóricas e pratos maiores para a salada, por exemplo.

2. Luzes muito fortes

Uma cozinha com muitas luzes pode aumentar o seu nível de estresse, mesmo que pouca coisa. Dessa maneira, seu apetite é estimulado e você pode comer mais rápido que o normal. Diminuir um pouquinho a intensidade da luz usada pode ajudar você a inibir um pouco o apetite.

Dica: luzes indiretas ou mais focalizadas (apenas em cima da mesa, por exemplo) pode ser uma boa pedida.

3. Sua cozinha é desorganizada

Algumas pessoas não gostam de organizar a cozinha da mesma forma como fazem na sala de estar. Mas um espaço desorganizado pode aumentar seu consumo alimentar, pois, se você sente fome, no meio do caminho sempre pode haver um pacote de bolachas altamente calórico ao lado da maravilhosa cesta de frutas. Pode ser inconsciente, mas provavelmente você escolherá as bolachas.

Outra coisa: um local desorganizado, com muitos estímulos visuais, também leva ao estresse. E novamente: estresse aumenta seu apetite, e pior, por comidas calóricas. E há estudos que indicam que quando você está em um local onde há muitos objetos, seu nível de atenção cai e isso também contribui para que você coma sem perceber. Resultado: algumas calorias indesejadas a mais.

Dica: organize os armários, deixe a mesa apenas com a fruteira em cima, guarde a comida que sobrou em recipientes dentro da geladeira.

4. Seus copos são muito largos

As pessoas se servem mais vezes quando usam copos menores e mais largos do que quando estão com copos mais altos e finos. Em um ano, é possível diminuir em muito a quantidade de refrigerante ingerida, somente mudando o formato dos copos.

Dica: use copos largos e baixos para beber água e longos e finos para consumir refrigerante ou sucos adoçados. Um copo a menos por dia de refrigerante, pode fazer você deixar de engordar bastante no final do mês.

5. Menor a embalagem, menor o consumo

Embalagens maiores podem fazer você economizar mais dinheiro, mas comprar embalagens muito grandes de cada produto que você consome também vai fazer que você prepare mais comida e, portanto, coma mais. Isso porque a sensação de que caso o produto, depois de aberto, não seja consumido e irá estragar, é natural na maioria das pessoas. Quase ninguém nota isso. Fazendo mais comida, você vai comer mais (pelo mesmo motivo: sensação de que o alimento se perderá).

Dica: prefira os produtos embalados em sacos e latas menores. Se é apenas pra ter quantidade e sensação de fartura, opte por comprar mais frutas ou verduras frescas. Assim você vai fazer questão da salada em todas as refeições, por exemplo.

6. Não use potes transparentes

Apenas ver comidas tentadoras já faz as pessoas ficarem famintas. Isso é causado pela dopamina, um neurotransmissor que é responsável pela sensação de prazer e que é liberado assim que você vê algo pronto para ser devorado.

Dica: prefira potes opacos e não os deixe à mostra. Além disso, tenha sempre alguns “snacks” saudáveis que sirvam de distração com baixas calorias.

7. Não sirva na mesa

Se você tem as vasilhas de comida à sua frente, você só vai parar de comer quando elas estiverem vazias. Deixe-as na pia ou no balcão da sua cozinha. Assim, você vai ter de levantar toda vez que quiser se servir (isso já é um pequeno gasto calórico) e quando acabar o prato não vai ficar desejando aquele último pedaço ou porção que ficou sobrando.
Dica: faça como no restaurante: monte o prato de uma forma esteticamente agradável e se concentre naquela quantidade. E use a salada como válvula de escape: essa sim você pode abusar e repetir quantas vezes quiser (desde que o molho seja light).


Fonte: Uol

sábado, 12 de junho de 2010

Ambiente diário X Dieta

De acordo com um estudo da Universidade de Cornell, EUA, pessoas envolvidas em programas de dietas podem conseguir melhorar seu desempenho pessoal e aderir melhor a esses programas se mudarem seu entorno, ou seja, seu ambiente diário. De alguma forma, ainda desconhecida, isso pode influenciar positivamente a perda de peso.

O estudo, conduzido pelo pesquisador Brian Wansink, acompanhou mais de 200 participantes de um programa de dieta que tinham de obedecer a três regras principais: mudar o ambiente, mudar os hábitos alimentares e mudar o modo como escolhiam seus alimentos (no supermercado, por exemplo).

“Observamos que as pessoas em dieta que trabalhavam corretamente o primeiro passo, mudar o ambiente – como diminuir os pratos em que comiam e reorganizar os armários de comida, deixando os doces em partes mais altas – conseguiam realizar seus programas de dieta mais eficientemente, cumprindo melhor suas metas”, diz Wansink. As mudanças ambientais também incluíam desligar a TV, computador e celulares na hora da refeição.

“Essas mudanças ambientais são mais fáceis de ajudar no cumprimento das metas, como comer porções menores, substituir doces por frutas e desistir de comer um chocolate eventualmente”, afirma Wansink.

Durante os três meses de acompanhamento, os participantes conseguiram perder até 1 quilo por mês. Mas a grande diferença foi a consistência dessa perda de peso. “Se uma pessoa consegue cumprir sua meta uma semana antes do previsto, isso faz que ela continue com a dieta de forma mais séria”, observa o pesquisador.



Fonte: Uol

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Nozes combatem danos de gorduras nas artérias

 De acordo com um estudo feito na Espanha, comer nozes após a refeição pode ajudar a diminuir os malefícios causados às artérias por comidas gordurosas.

O estudo foi realizado pelo Hospital Clínico da Universidade de Barcelona, com financiamento parcial da Comissão da Noz da Califórnia, e publicado na revista da Universidade Americana de Cardiologia. Segundo os pesquisadores, recomendam uma dose diária de 28 gramas de nozes.

Para o estudo, foram recrutados 24 adultos, metade com níveis normais de colesterol e a outra metade com níveis moderadamente altos. Cada paciente recebeu duas refeições contendo salame gorduroso e queijo, com uma semana de intervalo entre elas. Em uma das refeições, os pesquisadores adicionaram cinco colheres de chá de azeite de oliva. Na outra, foram adicionadas oito nozes.

Os testes mostraram que tanto o azeite quando as nozes ajudam a reduzir a repentina inflamação e oxidação das artérias que acontece após uma refeição rica em gorduras saturadas. Mas as nozes ajudam ainda a preservar a elasticidade e flexibilidade das artérias, independente dos níveis de colesterol.

Segundo os pesquisadores, as dietas ricas em gordura atrapalham a produção de óxido nítrico, uma substância necessária para manter as artérias flexíveis. Com o tempo, isso pode causar o endurecimento das artérias e aumentar os riscos de doenças cardíacas e derrames.

A noz é benéfica porque contém arginina, um aminoácido usado pelo corpo para produzir o óxido nítrico. O alimento contém ainda antioxidantes e ácido alfa-linolênico, uma substância à base de plantas com propriedades beneficiais à saúde.

O coordenador da pesquisa, Emilio Ros, está começando um novo estudo para saber se as nozes podem ajudar também quem sofre de arritmias cardíacas. Mas o pesquisador fez um alerta para que as pessoas não assumam que podem comer o que quiserem caso consumam também nozes. Em vez disso, elas deveriam considerar incluir as nozes como parte de uma dieta saudável que limita as gorduras saturadas.

Segundo o professor Robert Vogel, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, a pesquisa demonstra que as nozes têm gorduras protetoras que não estão presentes no azeite de oliva. Isso levanta uma questão muito interessante porque muitas pessoas que têm uma dieta mediterrânea acreditam que os benefícios vêm do azeite, disse ele. Mas essa pesquisa e outros dados indicam que isso não é verdade. Provavelmente há outros fatores (mais benéficos) na dieta, incluindo a grande presença de nozes, concluiu.
Isso não quer dizer que o azeite faça mal à saúde, mas apenas que não é o fator central de proteção da dieta mediterrânea.
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